Pergunta: No caso de reivindicação de empate a que se refere o artigo 10. 2, por melhor que esteja o jogador, na posição ou material, se a sua seta cair a partida está, a princípio, perdida pelo tempo? Caso contrário o relógio não cumpriria o seu objetivo? (a não ser que a posição esteja clara e evidentemente empatada. Ex: RxR, RBxR, RCxR,etc)
Resposta: Ao analisar reivindicações de empate feitas com base no art. 10.2 da Lei do Xadrez, o árbitro não deve se preocupar com aspectos de ordem subjetiva: quem está ganho? ... quem está perdido? ... quem está superior?
O árbitro deve se preocupar com aspectos de ordem objetiva: por exemplo, perguntar a si próprio:
- O adversário está querendo apenas explorar a sua vantagem de tempo? ou,
- O adversário não está se esforçando para ganhar por meios normais (forçando o xeque mate)? ou,
- O adversário não pode, em hipótese alguma, ganhar por meios normais?
Se o árbitro estiver absolutamente convencido de que o adversário não está fazendo esforço para ganhar por meios normais, mas apenas explorando a vantagem no tempo, ou que o adversário não pode ganhar em qualquer hipótese, aí sim deve intervir e decretar o empate.
Mas, se o árbitro não estiver absolutamente convencido disso, deve deixar a partida continuar.
É importante lembrar que, se o árbitro determinou que a partida continuasse (adiou a sua decisão), ele só DEVE DETERMINAR O EMPATE se estiver absolutamente convencido de que o adversário, durante aquele período, jogou somente para explorar a vantagem de tempo.
Caso contrário, ao cair a seta, o árbitro deve verificar se o adversário tem material para dar mate.
Se o adversário não tiver material para dar mate, o árbitro DEVE DECRETAR O EMPATE.
Por outro lado, se o adversário tiver material para dar mate e, não explorou a sua vantagem de tempo, logicamente deverá ter a sua vitória confirmada pelo árbitro, independentemente de quem esteja superior na posição final. |