Pergunta: Numa partida, o jogador das brancas estava com cerca de 7 minutos, na posição, Rg1, g3, f4 Be3, b2; o jogador B de pretas estava com 30 segundos, na posição, Rf7, f6, f5, h5, Ce7, b5. O jogador apurado no tempo reivindicou o empate para o árbitro, alegando que o branco não tinha plano nenhum. O árbitro não concordou e determinou que a partida continuasse. Alguns lances mais tardes, cai a seta do jogador das pretas na seguinte posição: brancas Rh5, Bc5 g3, f4, b4; pretas Rd5, Ce4, f6, f5, b5. O árbitro confirmou a vitória do jogador das brancas, que havia acusado a queda de seta. Muito irritado, o jogador das pretas retirou-se do torneio alegando que naquela posição outros árbitros sempre dariam empate para ele. Foi correta a decisão do árbitro?
Resposta: O árbitro, com certeza, adiou a decisão no intuito de averiguar se o jogador das brancas iria fazer esforço para ganhar a partida por meios normais e não apenas aguardar a simples queda da seta do jogador das pretas, já que por algum motivo não tinha presenciado a partida. A decisão foi acertada porque não importa para o árbitro se o preto está melhor ou pior na posição (questão de ordem subjetiva). O importante nessas situações é ter-se a convicção de que o jogador, melhor no tempo, não está se valendo disso para ganhar a partida, sem se esforçar para aplicar o xeque-mate (questão de ordem objetiva). Nessa hipótese, ou, se o jogador das brancas não tivesse (na posição final) material para dar mate, o árbitro, aí sim, deveria decretar o empate.
Mas, ao cair a seta do jogador reivindicante, o árbitro só não decretará a derrota dele:
a) se concordar que a posição final não pode ser ganha por meios normais; ou,
b) se o oponente não estava fazendo suficientes tentativas para vencer o jogo por meios normais. |