Pergunta: Em um torneio de blitz, o jogador A faz o lance, aciona o relógio, deixando seu rei em xeque. Qual deve ser a atitude do jogador B, adversário, para ter sucesso na sua reivindicação de vitória?
a) capturar o rei do adversário e chamar o árbitro, reivindicando a vitória?
b) chamar o árbitro e em seguida capturar o rei do adversário, reivindicando a vitória?
c) parar o relógio, afastando-se da mesa para chamar o árbitro e reivindicar a vitória?
d) parar o relógio (mantendo-se à mesa da partida) e chamar o árbitro, reivindicando a vitória com base no disposto no apêndice C3 da Lei do Xadrez?
Resposta:
A captura do rei é uma das questões que mais tem gerado polêmica na arbitragem de xadrez.
O próprio Comitê de Arbitragem da FIDE, em 2002 no Congresso de Bled, estava dividido:
Alguns árbitros julgavam que, se o jogador capturou o rei do oponente, então esse jogador deveria perder a partida. Outros, todavia, julgavam que o jogador deveria vencer.
A grande dúvida para o árbitro, nas tomadas de rei, era se o monarca foi capturado com um lance possível ou não?
Em conseqüência disso, o Comitê de Arbitragem da FIDE decidiu que se o jogador reclamar a vitória por tomada do rei, corre o risco de o árbitro decidir de outra forma. Ou seja, fica a critério do árbitro decretar a vitória ou não.
A lei atualmente em vigor considera a captura do rei como um lance ilegal e o árbitro não terá outra alternativa do que decretar a derrota do infrator.
Nota: Se o reivindicante não tiver material para dar mate, o árbitro decretará empate (apêndice C3) |