Pergunta: Numa partida de blitz, o jogador A (de brancas) comete no decorrer da partida dois lances ilegais.
Faltando menos de 1 minuto para ambos terminarem a partida, o jogador A está com um peão na sétima. Na hora da coroação ele rapidamente pega a Dama e coloca na oitava casa do tabuleiro e depois retira seu peão. O jogador B, para o relógio, chama o árbitro, e reclama um lance impossível, alegando que o jogador A colocou a dama sem primeiro ter avançado o peão. Qual o procedimento do árbitro?
Resposta: Não há dúvida de que o procedimento do jogador A transgride o ritual estabelecido no art. 3.7.
Trata-se de falha no ritual de promoção o que se configura como lance ilegal, conforme o disposto no art. 7.4 “a”.
Conclusão: O árbitro deverá decretar a perda da partida por parte do jogador infrator se o oponente tiver material para dar mate. Se o oponente não tiver material para dar mate, a partida estará empatada.
"3. 7 e - Quando o peão alcança a casa mais distante, em relação à posição inicial, deve ser trocado como parte de uma mesma jogada por uma dama, torre, bispo, ou cavalo da mesma cor. A escolha do jogador não está restrita a peças previamente capturadas. Esta troca de um peão por outra peça é chamada de ‘promoção’ e a ação da peça promovida é imediata."
"7.4. a - Se durante uma partida descobrir-se que um lance ilegal foi feito, inclusive falha no ritual de promoção de um peão ou ...”.
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