Pergunta: “Numa partida de xadrez relâmpago, o jogador A, na iminência de uma coroação, e ainda mantendo sua dama no tabuleiro, percebe que não há uma segunda dama ao redor da mesa, e, por essa razão, paralisa o relógio quando o seu peão atinge a sétima casa. O adversário imediatamente acusa irregularidade da ação, alegando que o peão deveria estar já na oitava para que o jogador pudesse parar o relógio. Qual deve ser o procedimento do árbitro?
Resposta:
O ritual correto para a promoção é o estabelecido no art. 3.8 "e" da lei do xadrez. Quando o peão alcança a última casa da sua coluna deve ser trocado, como parte de uma mesma jogada, por uma nova dama, torre, bispo, ou cavalo da mesma cor. Logo o jogador deve mover o peão para a casa de coroação e substituí-lo pela peça escolhida.
Ocorre que, muitas vezes, a peça a ser coroada não está disponível. Se a peça escolhida não estiver disponível, aí sim, o jogador deve parar o relógio e chamar o árbitro.
É considerado irregular:
a. lançar a peça escolhida na oitava (ou primeira), enquanto o peão estiver na sétima (ou segunda);
b. soltar o peão na oitava (ou primeira) e acionar o relógio sem substituí-lo pela peça escolhida;
c. substituir o peão por uma torre de ponta cabeça, informando ao adversário que "aquilo" é uma dama;
d. substituir o peão branco, por exemplo, por peça preta.
Conclusão: A reclamação do adversário foi correta.
O jogador das brancas, realmente, não obedeceu aos ditames da lei.
No caso, o árbitro deveria ter penalizado o jogador das peças brancas, aplicando uma das alíneas do art. 13.4 da lei do xadrez. |